Quinta, 20 de Junho de 2024
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POLÍTICA ITAPEVI

IPEC apresenta pesquisas com resultados duvidosos

O instituto apontou resultados em vários estados que não se concretizaram nas urnas

19/03/2024 14h04
Por: Redação
IPEC apresenta pesquisas com resultados duvidosos

 

O Instituto de Pesquisa IPEC (Inteligência em Pesquisa e Consultoria Estratégica) enfrentou algumas discrepâncias significativas entre suas projeções e os resultados reais em diversos estados durante as eleições de 2022, levantando questionamentos sobre a precisão de suas pesquisas eleitorais.   

As imprecisões dos resultados, amplamente utilizados pelos próprios candidatos como combustível eleitoral, ensejam análise mais profunda sobre a credibilidade dos métodos e posicionamentos do instituto. 

Vamos aos exemplos:

Em São Paulo, o IPEC projetou Fernando Haddad com 41% dos votos válidos, Tarcísio com 31% e Rodrigo Garcia com 22%. Porém, os números reais foram: Tarcísio com 42,32%, Haddad com 35,70% e Rodrigo com 18,40%.

No Rio Grande do Sul, a projeção do IPEC apontava Eduardo Leite à frente com 40% contra 30% de Onyx Lorenzoni no primeiro turno. Contudo, o resultado final foi Onyx com 37,50% e Eduardo Leite com 26,81%.

Em Santa Catarina, o instituto projetou Jorginho Mello com 29% dos votos válidos, Moisés com 23% e Gean Loureiro com 16%. Os números oficiais foram: Jorginho com 38,61%, Moisés com 16,99% e Gean com 13,61%.

Na Bahia, o IPEC previu uma vitória de ACM Neto com 51% das intenções de voto, contra 40% de Jerônimo, o que implicaria uma vitória no primeiro turno. Porém, no dia seguinte à eleição, os números se inverteram, com Jerônimo liderando com 49,5% e ACM Neto com 40%.

No Mato Grosso do Sul, o instituto indicou André Puccinelli na liderança com 31%, seguido por Eduardo Rodel com 18% e Marquinhos Trad com 17%. Entretanto, no dia seguinte ao pleito, Capitão Contar liderou com 26%, seguido por Eduardo Ridel com 25%, e André Puccinelli, que estava em primeiro nas pesquisas, fora até mesmo do segundo turno, com 17%.

Esses números divergentes das projeções reacenderam o debate sobre a metodologia utilizada pelo IPEC em suas pesquisas, após críticas semelhantes em pleitos anteriores como 2018.

É importante ressaltar que pesquisas trabalham com amostras e margens de erro estatístico, o que torna discrepâncias em relação aos resultados finais um fenômeno recorrente e previsto em maior ou menor grau. Uma avaliação criteriosa deve considerar esses aspectos técnicos inerentes ao processo de projeção de intenções de voto.

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